O que é medicina integrativa?

09 de abril de 2021

A medicina e a área da saúde sempre evoluem com o tempo — seja na busca por novas abordagens, formas de realizar exames, tratamentos ou procedimentos mais eficientes. A medicina integrativa é um exemplo disso.

É cada vez mais comum ver práticas integrativas e complementares em hospitais, clínicas e consultórios. Elas estão ganhando espaço por serem focadas na relação entre médico e paciente, propondo uma parceria entre ambos para a manutenção da saúde.

Continue a leitura e entenda o que é a medicina integrativa e quais são os benefícios dessa abordagem para médicos e pacientes.

O que é medicina integrativa?

A medicina integrativa é uma modalidade que busca atender a todos os aspectos da vida do paciente. Ou seja, físicos, emocionais e mentais. 

O termo “medicina integrativa” foi cunhado na década de 90 na tentativa de descrever uma abordagem médica que integre diversos modelos terapêuticos e ofereça cuidado integral à saúde.

Ela se difere da medicina complementar, cuja denominação descreve as práticas “adicionais” ao tratamento convencional. A medicina integrativa, pelo contrário, busca oferecer práticas convencionais e não convencionais sem uma ordem hierárquica entre elas.

A medicina integrativa também defende que a atuação interdisciplinar (parceria entre profissionais de diversas áreas e formações) é muito importante para cuidar da pessoa e oferecer a abordagem mais eficaz e completa.

Assim, médicos de diferentes áreas, nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas e enfermeiros trabalham em equipe. Juntos, eles elaboram estratégias para que a qualidade de vida do paciente seja a melhor possível.

Outra característica fundamental da prática da medicina integrativa é que o paciente passa a ser um agente no seu tratamento, ao invés de apenas recebê-lo passivamente. O paciente atua como um mantenedor da sua própria saúde.

Resumidamente, o que a medicina integrativa prega é que a interdisciplinaridade das áreas é essencial para que o paciente possa ser tratado sob todos os aspectos

Para isso acontecer, é possível usar ferramentas da medicina tradicional em conjunto com práticas como:

  • exercícios respiratórios;
  • relaxamento;
  • atenção plena;
  • meditação;
  • uso de fitoterápicos;
  • yoga;
  • acupuntura;
  • massagens;
  • mudanças na alimentação;
  • alongamentos, entre outros.

No vídeo a seguir, o médico Paulo de Tarso, do Hospital Albert Einstein, explica mais sobre os conceitos dessa prática de medicina.

Importância da medicina integrativa

O processo de cura envolve o bem-estar do paciente na totalidade. Isso é refletido no nível de saúde da pessoa, que é um equilíbrio de todas as áreas da sua vida. Ou seja, a saúde é bem mais do que a ausência de doenças.

Já foi comprovado que usar métodos diferentes de cura tem resultados extremamente positivos para o paciente. Isso acontece porque o tratamento abrange, ao mesmo tempo, várias dimensões da sua vida.

As práticas alternativas, por exemplo, podem servir como apoio para doenças crônicas ou graves como o câncer e problemas cardíacos ou respiratórios. Por isso, podem ser adotadas em clínicas multidisciplinares, mas também em consultórios de cardiologia ou de qualquer outra especialidade.

Elas são importantes no tratamento porque garantem que a saúde mental também receba a atenção necessária durante o tratamento de uma enfermidade.

Por conta disso, a união dos tratamentos tradicionais com os alternativos ajuda na prevenção de doenças e na manutenção da qualidade de vida do paciente.

Princípios da medicina integrativa

A medicina integrativa tem alguns princípios enquanto abordagem terapêutica. Esses princípios são:

  • Parceria entre paciente e profissionais de saúde: na equipe multidisciplinar, todos estão comprometidos com o engajamento no tratamento.
  • A saúde deve ser vista como resultado de diversos fatores: físico, mental, emocional e social. Além de capacitar o paciente para ele ser ativo em seu tratamento e engajado com a própria vida.
  • O uso apropriado de terapias baseadas na medicina tradicional é imprescindível para auxiliar o processo de cura.
  • O paciente terá suas decisões e opiniões consideradas no tratamento.
  • O plano de tratamento é compartilhado entre todos os profissionais de saúde envolvidos, de maneira que todos integrem suas especialidades no atendimento do paciente, bem como suas abordagens terapêuticas.
  • Cada paciente recebe uma estratégia de tratamento individualizada, baseada nas suas necessidades e modo de vida.
  • O plano de tratamento é dirigido não apenas para a doença em si, mas assiste à pessoa em sua totalidade, abordando todos os aspectos da enfermidade e sua cura.
  • Os pacientes devem receber orientações para reconhecer e administrar fatores estressantes.
  • O uso de métodos terapêuticos naturais deve ser priorizado sempre que possível.
  • Os pacientes devem receber orientações nutricionais, até porque a alimentação apresenta influência significativa tanto na doença quanto na cura.
  • A promoção da saúde e a prevenção de enfermidades são enfatizadas no tratamento, utilizando conceitos testados cientificamente para essa finalidade.
  • É feita uma abordagem transcultural e interdisciplinar para estabelecer o processo de autoconhecimento e desenvolvimento do paciente.
  • O médico deve reconhecer e abordar no plano de tratamento as influências ambientais e sociais que podem interferir tanto na enfermidade quanto na cura.
  • Aplicar na medicina uma abordagem aberta à investigação e novos paradigmas.

Como começar a oferecer essa prática

Assim como outras áreas da saúde, a medicina integrativa exige estudo e dedicação. Contudo, para começar a oferecer uma abordagem integrativa, o primeiro passo é a quebra de paradigma e a abertura para novos olhares. 

Ao oferecer tratamentos alternativos para um paciente, considere todas as abordagens terapêuticas e quais profissionais de saúde podem auxiliar no processo de cura. Dessa forma, você vai garantir uma melhoria contínua na saúde do seu paciente.

Quando você estiver explicando o motivo dessa abordagem, é importante enfatizar que isso é importante para a saúde dele. Também ensine maneiras de prevenir que a doença que ele está enfrentando aconteça novamente.

Onde saber mais sobre medicina integrativa

Se você chegou até aqui, é claro que deve ter se interessado por esse tipo de medicina. Ela pode ser muito benéfica tanto para você como para o seu paciente. 

Por isso, se quiser se aprofundar mais nela, o Albert Einstein tem uma pós-graduação dedicada à medicina integrativa. Veja um pouco sobre ela nesse vídeo.

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Por Paulo Miranda Filho

Médico, diretor de crescimento na TME, professor de empreendedorismo no MBA Health do BBI of Chicago, Gestão de TI (FIAP) e Especializando Gestão de Negócios (FDC).

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