Desigualdade na Distribuição de Médicos: Como as Regiões Afastadas Encaram o Problema?

09 de abril de 2019

A desigualdade de distribuição de renda, tão latente no Brasil, faz reverberar na sociedade como um todo e torna serviços básicos e que deveriam ser mais facilitados em seus acessos, difíceis e com qualidade bem abaixo do esperado em níveis mínimos de eficácia.

Recentemente, o governo federal juntamente com líderes ligados a assuntos educacionais, vetou a criação de novos cursos de medicina durante os cinco anos que sucedem a decisão. A razão dada é a da necessidade de maior adequação e avaliação dos cursos que vêm sendo oferecidos, visando uma melhora na qualidade dos mesmos.

Uma pesquisa realizada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) nos informa que em menos de cinco décadas o total de médicos no Brasil aumentou 665,8% ou 7,7 vezes. A população brasileira, em comparação, aumentou 119,7%; 2,2 vezes.

Mesmo com um número alto de profissionais médicos no mercado de trabalho, a situação de vários estados, cidades, municípios; ainda é de calamidade no atendimento à saúde.

Várias medidas são pensadas e visadas para resolver o problema: a vinda de médicos estrangeiros, programas de incentivo a recém formados, controle dos cursos que são oferecidos etc. O que não é problematizado, é que o jovem formado não vai para o interior porque simplesmente não encontra estrutura adequada para que ele possa exercer o ofício.

O problema maior da má distribuição dos médicos, com a maioria em peso nas grandes metrópoles, se dá na própria falta de recursos existentes em locais mais afastados. Com falta de unidades básicas de saúde, pronto socorro, transporte para os pacientes, equipamentos; todo tipo de restrição com o mais do simples e necessário.

Até poucos anos atrás, na cidade de Santa Maria das Barreiras no Pará, por exemplo, havia apenas um médico Cardiologista que atendia uma população carente de 18 mil habitantes.

Uma forma de apoio que Cardiologistas vêm encontrando para ao menos neutralizar situações como essa, é a Telemedicina.

A cada dia, a Telemedicina ganha mais popularidade graças ao seu poder em ampliar recursos que atendam mais pessoas. Fazendo com que os médicos tenham apoio clínico de profissionais especialistas à distância.

Clínicas privadas e públicas estão aderindo à Telemedicina, especialmente em locais afastados e que não são contemplados por políticas que auxiliam devidamente a população, pois é uma das formas mais simples de implantar tecnologias e obter resultados com mais pertinência.

Como funciona?

Para quem não sabe exatamente o conceito de Telemedicina, trata-se de comunicação integrada realizada à distância e emissão de laudos por especialistas, com exames enviados e entregues via plataforma online.

De que forma o profissional é contemplado? 

O profissional pode obter aparelhos na forma de comodato ou locação, sem precisar adquiri-los por preços exacerbantes. Com o apoio de uma central de laudos à distância, pode ter a vantagem de ter laudos sem limites entregues em um prazo de até 24 horas.

Esta tem sido a solução mais viável nas muitas situações em que os médicos se vêem não dando conta da quantidade de demandas que lhe são atribuídas.

Como isso se dá nas regiões carentes?

Sabe-se o quão difícil é ter acesso a especialistas em regiões com boa movimentação e mais acesso. Em regiões carentes, esse fato é calamitoso, pois a maioria das pessoas que vivem em ambientes assim precisa fazer viagens para se consultarem.

Com a Telemedicina, o clínico geral pode, por exemplo, fazer exames de oftalmológicos em seus pacientes, enviar para uma central e obter os laudos, podendo dar diagnósticos e aumentar seu campo de atuação.

Isso também pode ser aplicado a exames cardiológicos, neurológicos, em mastologia etc. A Telemedicina contempla uma boa parte da área medicinal fornecendo aparelhos e resultados que auxiliam os profissionais e seus pacientes.

Além disso, contribui para que os profissionais abram seu próprio consultório ou possam ter a chance de ampliar o negócio com a economia gerada. Posteriormente abrindo novas filiais.

Se informe sobre a Telemedicina, está sendo adotada em vários países e algumas unidades do SUS em vários estados brasileiros, estão colhendo frutos positivos da melhora de vida da população.

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