5 dicas para você escolher a melhor empresa de telemedicina

28 de novembro de 2016

A telemedicina foi conceituada pela Organização Mundial de Saúde como “prestação de cuidados de saúde em situações em que a distância for um fator impeditivo e devido a isso os profissionais de saúde utilizam as tecnologias da informação e comunicação para prestar assistência aos pacientes”.

Ela está inserida dentro do arcabouço da telessaúde e envolvem atividades relacionadas à educação e ensino atuando na formação clínica e gerencial de profissionais por meio conteúdo diversificado e atualizado nas áreas de saúde.

Tudo isso é feito através de cursos online ou videoconferência em que os profissionais de saúde podem acompanhar desde conhecimentos aprofundados sobre um determinado tema até técnicas cirúrgicas inovadoras.

Através da telemedicina é possível enviar laudos médicos a distância com a mesma qualidade e segurança preconizada pelos órgãos regulamentadores ou monitorar a pressão arterial de paciente utilizando holters que enviam informações via dispositivos remotos aos médicos.

Dessa forma, a telemedicina pode atuar nos cuidados preventivos, curativos, paliativos e terapêuticos oferecendo um tratamento holístico e mais moderno aos pacientes.

Se você ainda não implantou nenhuma ferramenta da telemedicina acompanhe nosso post de hoje e veja as 5 estratégias necessárias para isso:

1. Avalie o tipo de serviço prestado pela empresa contratante

Devido à grande diversidade de serviços de telemedicina ofertados pelas instituições é importante selecionar o que mais atenderá o perfil da empresa contratante.

Serviços de telerradiologia e telecardiologia já estão em grande expansão e podem ser encontrados nas grandes empresas de telemedicina. Também são ofertados serviços como acompanhamento dos dados clínicos dos pacientes por meio de aplicativos instalados nos dispositivos móveis (celulares, tablets, etc).

Além disso, é importante mensurar os recursos tecnológicos que são despendidos, o número de colaboradores envolvidos no processo e o tempo para implantação, fatores que deverão ser bem planejados pelos gestores.

Em seguida, considere fazer uma cotação de pelo menos 3 empresas que ofereçam o serviço desejado, procure recomendações de outros estabelecimentos que utilizam essa prática e analise os custos envolvidos em cada situação.

2. Certifique-se de que a empresa pode realizar a telemedicina

A prática da telemedicina foi reconhecida recentemente pelo Conselho Federal de Medicina devido aos questionamentos advindos dos profissionais. Para tanto, ficou definido em resolução que deve existir um responsável técnico pelas práticas executadas dentro do estabelecimento onde ela será realizada.

Assim sendo, para implantar a telecardiologia, a empresa contratada deve ter um responsável técnico com título de cardiologista e experiência no manuseio dos equipamentos. Para a implantação da telerradiologia, a empresa deve seguir as boas práticas radiológicas além de contar um médico radiologista como responsável.

Somado a isso, a empresa contratante deve ter alvará de funcionamento e localização conforme legislação local, cadastro de colaboradores, quantificação da exposição radiológica dos colaboradores (quando for o caso) e implantação de boas práticas gerenciais.

3. Verifique se os equipamentos adquiridos são certificados

Antes de decidir pela empresa que prestará serviços de telemedicina é importante solicitar a lista do parque tecnológico dela. Isso engloba todos os equipamentos que serão disponibilizados em comodato ou adquiridos pela empresa contratante.

Todos os equipamentos médico-hospitalares precisam ser registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) como tecnologias em saúde. Alguns precisam apenas de autorização para utilização, outros passam por certificações que garantem a eficácia do procedimento e a minimização de riscos aos pacientes.

Via de regra, os equipamentos que entram em contato com camadas teciduais mais profundas do organismo ou que emitem substâncias que são potencialmente maléficas (raios-X, por exemplo) possuem critérios mais rígidos para sua operação.

Por isso, solicite à empresa contratante os documentos comprobatórios do registro nos órgãos competentes e também dos testes de calibração e validação que são de responsabilidades da mesma.

A calibração dos equipamentos consiste em procedimentos operacionais padronizados que garantem as condições próprias para colocar essas tecnologias em condições de uso. Ela pode ser executada pelos funcionários da empresa contratada ou pelos técnicos da empresa contratante, conforme definido em acordo de prestação de serviços.

Já o processo de validação implica em certificar-se de que os equipamentos estão funcionando adequadamente conforme sua indicação. Avalia-se nesse processo a produtividade dos serviços, sendo possível prever a vida útil das peças fundamentais dos equipamentos e programar as manutenções preventivas.

4. Busque parceiros que ofereçam treinamento geral e específico

Normalmente, por força de contrato, as empresas oferecem o serviço de treinamento dos colaboradores que terão contato diário com os equipamentos. Pode ser estabelecida a natureza do treinamento, a duração e como ocorrerá essa atividade.

Porém, os gestores devem garantir que os colaboradores possuem o conhecimento mínimo para manusear o equipamento ou a destreza necessária para operar computadores acoplados às tecnologias.

Caso identifique problemas nesse quesito, é importante buscar o quanto antes um treinamento básico em informática, ou sobre técnicas de imagem radiológicas, práticas cirúrgicas, dentre outras. Assim o processo para implantação, desenvolvimento ou envio de informações clínicas transcorrerá com o mínimo de transtornos.

5. Acompanhe a implementação das práticas de telemedicina

Independentemente da prática de telemedicina que escolher para a clínica, é importante estabelecer indicadores que mostrem a efetividade dos serviços. Essa estratégia permite apontar o diagnóstico atual dos serviços e mudar os rumos conforme a necessidade.

Nesse sentido, é importante estabelecer metas de produtividade de curto, médio e longo prazo e sensibilizar a equipe em prol dessas propostas. Esses fatores serão fundamentais para acertar ou aperfeiçoar as atividades desenvolvidas.

Assim como é importante mensurar os custos de implantação e desenvolvimento da telemedicina. Nesse caso, o gestor vai avaliar a rotina antes e após os serviços implantados, considerando os custos operacionais e administrativos gerados.

A telemedicina é um conjunto de práticas médicas que, através de meios tecnológicos, é possível encurtar distâncias e oferecer um tratamento de qualidade ao paciente. Mas para isso acontecer de forma eficiente é imprescindível contar com empresas que ofereçam esses serviços e atentar para estratégias que garantam a funcionalidade dentro das normas regulamentadoras preconizadas.

Por isso, se você como gestor, está interessado em implantar essa prática em sua clínica atente-se para os fatores que proporcionarão um serviço legalizado e que atenda às demandas clínicas dos pacientes.

E para saber mais sobre estratégias de telemedicina e o detalhamento de cada serviço, conheça nossa empresa e obtenha um atendimento personalizado!

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